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terça-feira, 3 de outubro de 2017

MAIS DE 1 MILHÃO DE PESSOAS DEVEM PARTICIPAR DE CONSULTA POPULAR E ASSINATURA DE PROJETO DE LEI NA REGIÃO SUL DO BRASIL

Não é apenas a Catalunha, o Curdistão iraquiano, o Quebec e a Escócia, entre outras nações sem estado que realizam plebiscitos de independência neste mês de outubro. A região Sul do Brasil, historicamente nutre os mesmos sentimentos de emancipação e o Movimento O Sul é o Meu País, convocou para o próximo dia 7 de outubro, o Plebisul – Consulta Popular, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Junto com a Consulta, os participantes vão ser convidados a assinar um Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) pedindo um plebiscito consultivo oficial na região em 2018. 

Serão três mil urnas espalhadas por 963 municípios da região, levando as ruas cerca de 25 mil ativistas voluntários responsáveis pelas unidades coletoras de votos.
O Plebisul acontecerá das 8 às 17 horas nas pequenas cidades e das 8 às 20 horas nas capitais e grandes cidades do interior e a pergunta que os cidadãos terão que responder será: “Você quer que Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul formem um País independente?” As opções de resposta serão “Sim” e “Não”

IDADE PARA VOTAR NA CONSULTA POPULAR - PLEBISUL 2017
18 anos em diante pode ser apenas com o CPF, caso não esteja com o título de eleitor; E entre 16 e 17 anos tem que estar com o título de eleitor.
A expectativa dos organizadores é colher neste ano um (1) milhão de votos. “O Plebisul deste ano traz uma inovação em relação ao de 2016, pois agora não mais o eleitor vai apenas votar. Desta vez ele vota e assina o Projeto de Lei com o qual vamos conquistar um Plebiscito consultivo oficial em 2018. Esta ação terá peso legal e vai nos dar legitimidade e legalidade dentro do processo democrático de rediscussão do pacto federativo  atual, que consideramos uma farsa”, afirma Celso Deucher, ex-presidente do Movimento O Sul é o Meu País e um dos fundadores da entidade, que é a promotora do evento.
A expectativa do Movimento é colher três (3) milhões de assinaturas neste Projeto de Lei de Iniciativa Popular, sendo que destas, cerca de um (1) milhão serão captadas durante o Plebisul no dia 7 de outubro e as demais, nas ações que a entidade já tem programadas até maio de 2018, quando o projeto dará entrada nas assembleias legislativas dos três estados. “Estamos focados em validar legalmente a luta emancipacionista do Sul e de forma pacifica e ordeira vamos entrar com este Projeto de Lei nas assembleias Legislativas, confiando que nossos deputados do Sul vão se sensibilizar com estas assinaturas”, ressalta Procório Pereira, Presidente da Comissão Organizadora do Plebisul (COP).
A apuração e auditoria dos votos serão realizados no mesmo dia e a expectativas é de que a divulgação dos resultados do Plebisul 2017 sejam conhecidos até as 23 horas deste dia 7. “Este ano ampliamos os treinamentos para mesários, secretários e presidentes de mesas eleitorais e com isso cremos que a população já terá os resultados finais e oficiais no mesmo dia”, informa João Paulo Schuch, superintendente para o Rio Grande do Sul.
CIDADES PARTICIPANTES NO PARANÁ

Centro-Sul: Campina do Simão, Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Palmas, Pinhão, Reserva do Iguaçu, Clevelândia, Candói, Nova Laranjeiras, Laranjal e Quedas Do Iguaçu.

Sudoeste: Ampere, Capanema, Planalto, Pranchita, Realeza, Sta. Izabel do Oeste, Dois Vizinhos, Francisco Beltrão, Santo Antonio do Sudoeste, São Jorge do Oeste, Chopinzinho, Bom Sucesso, Coronel Vivida, Vitorino, Enéas Marques, Pato Branco.

Sudeste: Irati, Mallet, Imbituva, Guamiranga, São Mateus do Sul, Prudentópolis, União da Vitória.

Noroeste: Umuarama, Paranavaí.

Centro Ocidental: Campo Mourão, Engenheiro Beltrão, Roncador, Juranda.

Centro Oriental: Arapoti, Piraí do Sul, Carambeí, Castro, Ponta Grossa, Telêmaco Borba, Tibagi.

Norte Central: Arapongas, Apucarana, Jandaia do Sul, Nova Esperança, Faxinal, Rio Bom, Jardim Alegre, Lidianópolis, Cambé, Londrina, Maringá.

Oeste: Boa Vista da Aparecida, Cap. Leônidas Marques, Cascavel, Santa Lucia, Três Barras do PR, Missal, Itaipulândia, Céu Azul, Foz do Iguaçu, Medianeira, Serranópolis, São Miguel do Iguaçu, Mar. Cândido Rondon, Nova Santa Rosa, Palotina, Santa Helena, Toledo.

Grande Curitiba: Curitiba, Almirante Tamandaré, Araucária, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Fazenda Rio Grande, Itaperuçu, Mandirituba, Pinhais, Piraquara, Rio Branco do Sul, São José dos Pinhais, Lapa, Guaratuba, Paranaguá, Pontal do PR, Quitandinha, Rio Negro, Tijucas do Sul.

Norte Pioneiro: Cornélio Procópio, Cambará, Jacarezinho, Sto. Antonio da Platina, Joaquim Távora, Quatiguá, Tomazina, Siqueira Campos, Wenceslau Braz.

Para saber o endereço da urna em sua cidade acesse: http://plebisul.sullivre.org/OndeVotar/Index
(Atualizado em 02/10 pelo sistema plebisul.sullivre.org - Estes dados poderão sofrer alterações até o dia 07 de outubro.)
A apuração urna a urna dos resultados estarão sendo divulgados em tempo real, após as 17 horas através do sistema eleitoral do Plebisul, no site www.sulista.org.
ARTIGO: Breve história do sentimento emancipatório do Povo Sulista
Em cada casa, esquina, estádio, fábrica, escola, universidade, enfim, em todos os cantos desta amada terra Sulista os gritos de nossos heróis Guayracá e Sepé Tiaraju ecoam novamente: “Co Yvy Oguereco Yara”... É a divisa de luta nos chamando... Dia 7 de outubro, nosso glorioso exército estará novamente reunido, desta vez nas urnas, votando e assinando o Projeto de Lei da nossa liberdade. De pé e a ordem soldados pacifistas do Sul!!! Celso Deucher*
Nascido em Laguna/SC em 9 de abril de 1992, o Movimento O Sul é o Meu País completou 25 anos de atuação em 2017 e no próximo dia 7 de outubro vai realizar a maior Consulta Popular do Brasil sobre a opinião do nosso povo em relação a independência do Sul. Hoje somos o maior e mais importante Movimento de defesa do direito de autodeterminação da América Latina e não foi com pouca luta que chegamos até aqui. Nós, os atuais ativistas desta organização declaramo-nos herdeiros de uma tradição de resistência a opressão do poder central, hoje encastelado em Brasília, sede do governo brasileiro.
A história emancipatória do Sul começa em 1554, pouco depois do descobrimento do Brasil. Naquele momento histórico surge pela primeira vez, um sentimento nativista de amor a terra Sulista unindo nosso povo para lutar contra Portugal e Espanha, que disputavam este território. Liderados pelo grande herói Cacique Guayracá, fomos a guerra para defender nosso território. O resultado deste primeiro embate foi que os invasores assassinaram covardemente grande parte do nosso povo, sendo que poucos conseguiram escapar. Venceram a guerra, mas não mataram nosso sentimento de liberdade. A República Del Guayra que abrangia grande parte do atual estado do Paraná e um pedaço de Santa Catarina fincou seu nome na história deixando claro aos invasores que “Esta Terra Tem Dono”.
Os compatriotas que conseguiram fugir, cerca de 80 anos depois, voltam ao nosso território e mais uma vez reorganizam nossa civilização nos Sete Povos das Missões. Novamente o Brasil nos negou o direito a nossa própria terra, perseguindo e por fim chacinando praticamente todos os habitantes das Missões. Desta guerra nasceria outro grande líder e herói da resistência Sulista, Sepé Tiarajú, que lutou sob a mesma divisa de Guayracá em todas as batalhas: Co Yvy Oguereco Yara (esta terra tem dono).
O sentimento de autogoverno voltaria à tona logo em seguida, em 1835, com a Revolução Farroupilha, quando novamente o Sul se levantou contra o Poder Central e desta vez conseguiu, por 10 anos, manter uma República Independente do Império Brasileiro. Mais uma vez, pelo uso da força, os Sulistas foram vencidos nos campos de batalha e obrigados a assinar um Tratado espúrio de Paz com o Brasil, depondo as armas e voltando ao trabalho para sustentar os corruptos e corruptores do poder central.
Mas essa Paz entre Sulistas e o Brasil durou pouco. Em 1883, pelos mesmos motivos, a falta de autogoverno, estourou a Revolução Federalista englobando os três estados meridionais e mais uma vez, o Brasil promoveu um banho de sangue, vencendo-nos através do terror das degolas e do assassinato em massa de nossos líderes na Ilha de Inhatomirim em Desterro, capital catarinense. Aliás, para nos humilhar ainda mais, o nome desta capital Sulista foi tragicamente mudado para “Cidade de Floriano” (Florianópolis), nome do tirano brasileiro que nos atacou. Mais uma vez perdemos a guerra e mais uma vez, tivemos que na marra, continuar sendo brasileiros.
Quando tudo parecia caminhar para duradouros anos sem conflito, em 1933, com a ascensão do ditador Getúlio Vargas ao poder, mais uma vez o Sul é atacado covardemente. Desta vez na sua cultura. Cunhamos já na década de 1990 a expressão “Genocídio Cultural no Sul do Brasil” para explicar e comprovar as perseguições, prisões e assassinatos ocorridos durante a 2ª Guerra Mundial em nosso território.
O que o Brasil fez conosco na década de 1940 foi uma tentativa de exterminar nossa diversificadíssima cultural, proibindo-nos de falar os idiomas de nossos antepassados e impondo apenas a língua portuguesa, e na marra. Hoje poderíamos ser um do povo poliglota falando até seis idiomas fluentemente (incluindo o Português) para nos comunicar com o próprio Brasil e com o mundo. Este verdadeiro genocídio cultural exterminou não apenas as línguas aqui faladas, mas seus significados. Todos sabemos que a língua de um povo é a condutora de sua cultura. Isso nos foi arrancado a ferro e fogo pelo poder central. Mais uma vez fomos obrigados a continuar sendo brasileiros na marra.
Hoje estamos tentando resgatar o que sobrou das nossas línguas originais a começar pelo Guarany e seus dialetos, o espanhol, o italiano, polonês, alemão, japonês, entre tantos outros idiomas que aqui existiam e que faziam e fazem parte daquilo que nós somos: Um povo unido pela sua diversidade étnica e cultural. Por isso nosso orgulho de lutarmos juntos moldando nossa unidade pela nossa diversidade. 
Passados os anos de guerra, uma relativa paz entre o poder central e os Sulistas fez-se sentir, até 1986, quando mais uma vez, a República Brasileira, já enclausurada no Planalto Central (Brasília), promove uma guerra civil não declarada entre as oligarquias regionais e jogam o País numa crise política e econômica que dura até os dias atuais.
Neste clima, nós, os emancipacionistas, voltamos a carga e criamos, em 1992, uma entidade legalmente constituída, para defender a causa do Povo Sul Brasileiro. O Movimento O Sul é o Meu País, representando este Povo, resolveu definitivamente depor as armas e abraçou a luta pacífica e plebiscitária, como estratégia para discutir e preparar o terreno para que esta brava gente possa tomar em suas mãos a conquista sagrada do seu direito de autodeterminação.
Ao chegar nos seus 25 anos, o Movimento se tornou a maior entidade de defesa do direito de autodeterminação dos povos da América Latina e está lastreado em mais de 960 municípios da região Sul do Brasil. Possui em seu histórico, batalhas e causas de peso vencidas contra o poder central, cujas vitórias garantiram a seus ativistas a liberdade de hoje poder se reunir e se organizar para defender a proposta de secessão, dentro da legalidade.
Uma das maiores conquistas foi, sem dúvida, vencer a inércia e a falta de mobilização dos Sulistas nos anos 1990 e chegar a 2017 com quase 30 mil militantes e lideranças e com uma aprovação de mais de 95% da população, ou seja, 27 milhões (dos 29,5 milhões) de cidadãos deste território.
É por este histórico e por estes motivos que cremos estarmos preparados e suficientemente maduros para exercer, com sabedoria e responsabilidade, o direito de decidir o futuro de nosso povo. Neste dia 7 de outubro, daremos mais um grande passo rumo a este futuro, votando e assinando conforme mandar nossa consciência. Ninguém pode nos tirar esta liberdade de decidir como queremos nosso futuro.
Em cada casa, esquina, estádio, fábrica, escola, universidade, enfim, em todos os cantos desta amada terra Sulista os gritos de nossos heróis Guayracá e Sepé Tiaraju ecoam novamente: “Co Yvy Oguereco Yara”... É a divisa de luta nos chamando... Dia 7 de outubro, nosso glorioso exército estará novamente reunido, desta vez nas urnas, votando e assinando o Projeto de Lei da nossa liberdade. De pé e a ordem soldados pacifistas do Sul!!!
*O autor é jornalista, historiador, ex-presidente e um dos fundadores do Movimento O Sul é o Meu País.
PARA MAIS INFORMAÇÕES E ENTREVISTAS, SUGERIMOS OS SEGUINTES LÍDERES:
Celso Deucher: Um dos fundadores do Movimento e Diretor Nacional de Mobilização Estratégica
Fone/WhatsApp: (47) 99138-2929 – E-mail: celsodeucher@gmail.com

Procório Pereira: Presidente da COP - Comissão Organizadora do Plebisul
Fone/WhatsApp: (47) 99977-0595 – E-mail: procorioelveciopereira@hotmail.com

Anidria Rocha: Coordenadora Geral do Plebisul
Fone/WhatsApp: (51) 99760-3778 – E-mail: anidriamiranda1970@gmail.com

Paulo Mannes: Secretário geral do Plebisul
Fone/WhatsApp: (47) 99650-5225  – E-mail: paulo.mannes@yahoo.com.br

Pedro Onysko Liss: Superintendente do Plebisul para o Paraná
Fone/WhatsApp: (41) 99712-2314  – E-mail: onyskoliss@gmail.com

Sandra Parma: Superintendente do Plebisul para Santa Catarina
 Fone/WhatsApp: (47) 99987-2640  – E-mail: sanparma@gmail.com

João Paulo Schuch: Superintendente do Plebisul para o Rio Grande do Sul
Fone/WhatsApp: (51) 98335-5401 – E-mail: sscai@papelariaschuch.com.br

Emilio Glienke: Coordenador do Centro de Distribuição Nacional do Plebisul
Fone/WhatsApp: (47) 98404-0556  – E-mail: emiliogli@gmail.com
Outras informações sobre o evento podem ser obtidas no site oficial do Movimento em www.sullivre.org ou em cada município, com nossos líderes locais e regionais.
Fonte: Anidria Rocha – Coordenadora Geral do Plebisul

Fone/WhatsApp: (51) 99760-3778 – E-mail: anidriamiranda1970@gmail.com

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