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sábado, 9 de maio de 2015

ENTRA EM OPERAÇÃO O “ALERTA GEADA” DO SIMEPAR E IAPAR


Teve início nessa sexta-feira (8) o ALERTA GEADA, uma ferramenta que auxilia os cafeicultores a decidir sobre a adoção de medidas de proteção das lavouras contra o fenômeno.


Entre maio e setembro, pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) acompanham as condições meteorológicas na região cafeeira do Estado e publicam diariamente um boletim informativo que pode ser acessado gratuitamente aqui, na página do Simepar (www.simepar.br), ou ainda pelo telefone (43) 3391-4500, neste caso ao custo de uma ligação para aparelho fixo.

Quando ocorre a aproximação de massas de ar frio com potencial para formar geadas que causem danos à cafeicultura, é emitido um pré-alerta pela imprensa, redes sociais e, para técnicos e produtores cadastrados, por e-mail ou “torpedo” no celular. Se as condições desfavoráveis se confirmam, um aviso de ratificação é expedido 24 horas depois.

Interessados em receber os alertas por e-mail ou “torpedo” no celular devem preencher um cadastro, disponível aqui.

RECOMENDAÇÕES – Cafeicultores que têm lavouras com idade entre seis e 24 meses devem amontoar terra no tronco dos cafeeiros – prática que os produtores chamam de “chegamento de terra” – ainda neste mês de maio, para proteger as gemas e facilitar a rebrota no caso de geada severa. A proteção deve ser retirada no final do período frio, em meados de setembro; se isso não for feito, as plantas podem sofrer danos por “afogamento do caule”, que são lesões provocadas por altas temperaturas.

Em plantios novos, de até seis meses de idade, a recomendação é simplesmente enterrar as mudas quando houver emissão do aviso de Alerta Geada; viveiros devem ser abrigados com cobertura vegetal ou de plástico. Nesses dois casos, a proteção deve ser retirada tão logo cesse o risco.

PARANÁ – A cafeicultura ocupa no Paraná uma área de 52,9 mil hectares. A maior parte das lavouras paranaenses tem em média 10 hectares e é conduzida por pequenos produtores familiares. Espera-se uma produção de um milhão de sacas beneficiadas em 2015, informa o economista Paulo Franzini, do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab).

Franzini calcula em cerca de R$ 12 mil o valor necessário para implantar um hectare de café. “Esse patrimônio pode ser protegido com baixo custo, considerando que a adoção das medidas de proteção exige apenas mão-de-obra”, conclui.

Concebido originalmente para a proteção do parque cafeeiro paranaense – distribuído pelas regiões norte, noroeste e parte do oeste do estado –, pesquisadores e profissionais da assistência técnica vêm observando que outras áreas utilizam o ALERTA GEADA para orientar suas atividades, caso dos produtores de hortaliças, construção civil, setor de turismo e eventos e comércio de vestuário.

BENEFÍCIOS - O principal objetivo do ALERTA GEADA é prevenir perdas agrícolas, principalmente na cafeicultura. O ar frio pode causar danos irreversíveis às plantações.

Segundo o pesquisador em agrometeorologia Paulo Caramori, “a geada é mais severa nos fundos de vale, porém a forma mais fraca também requer atenção e um trabalho preventivo.”

Se a temperatura estiver abaixo de -2ºC, pode ocorrer no tronco a geada de canela. O pesquisador explica que, até seis meses após o plantio, o caule do pé de café pode ser dobrado e coberto com terra por até duas semanas – procedimento conhecido como enterro das mudas.

Até atingir dois anos, o tronco deve ser protegido por até três meses adotando-se a prática denominada chegamento de terra ou amontoa, até a altura do primeiro par de ramos. Após essa idade, os próprios ramos protegem a planta. A parte aérea pode ser podada e regenerada, evitando a perda total da planta e reduzindo o prejuízo.

As previsões são úteis para outras plantações sensíveis a geadas. Para verduras, como alface, almeirão, pepino e tomate, e lavouras de época, como a uva de mesa, o método de proteção mais indicado é o uso de estufas.

No artigo intitulado ALERTA GEADA: um Serviço aos nossos Agricultores, Caramori apresenta o histórico do projeto e destaca o papel da mídia na divulgação das informações. O trabalho pode ser consultado em www.iapar.br/arquivos/File/zip_pdf/agrometeorologia/2015AlertaGeada.pdf.

FORMAÇÃO DA GEADA - Tecnicamente, a geada se caracteriza quando a temperatura do ar atinge valores inferiores ao ponto de congelamento, em geral abaixo de 3ºC no interior do abrigo das estações meteorológicas.

Geralmente é causada por eventos meteorológicos – como massas de ar frio provenientes de altas latitudes – e influenciada por outros fatores, como altitude, posição no relevo (espigões ou fundos de vale), faces de exposição do terreno e cobertura vegetal.

Existem três tipos de geada. A advecção é resultante do deslocamento horizontal de massas de ar frio que resfriam as plantas. A radiação, do resfriamento devido à perda de calor por radiação noturna, sempre em noites frias, sem nuvens e em atmosfera calma. E as mistas, que combinam o deslocamento de uma massa de ar frio com a ausência de nuvens em ar calmo, durante a noite.

Quanto ao aspecto visual, as geadas podem ser brancas ou negras. As primeiras são as mais comuns, formando cristais de gelo sobre as plantas, que morrem por congelamento ao ser atingida a temperatura letal para a espécie: -3ºC a -4ºC, no caso do café.


Já as plantas atingidas pela geada negra apresentam aspecto escuro e ressecado, morrendo por congelamento interno devido ao contato com o ar frio e seco.

ALERTA GEADA é uma iniciativa do Iapar em parceria com o Simepar, e conta com o apoio da Seab, Emater-PR, Consórcio Pesquisa Café, prefeituras, cooperativas e associações de produtores.








Fonte: Iapar e Agência de Notícias - Postado por: Marcos Camargo

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